
O Coletivo In-Verbo – Escrita Criativa é um núcleo de criação, pesquisa e experimentação literária integrante do Maislab.art – Laboratório Mais Tecnologia Criativa e Arte, entre Dois Vizinhos junto Associação de Pais, Alunos e Amigos da Cultura de Dois Vizinhos/PR – APAAC e o Centro de Cultura de Quedas do Iguaçu – Paraná. Nascido a partir das oficinas de escrita criativa realizadas em 2025, o In-Verbo constitui-se como um espaço coletivo onde a palavra deixa de ser apenas linguagem para tornar-se ação, processo e transformação.
In-Verbo nasce como mergulho no coração da palavra. Nome curto, pulsante e sonoro, que une latim e português, convocando tanto a raiz ancestral quanto a vibração contemporânea. O verbo aqui é entendido como fluxo, como movimento contínuo, como potência de mudança. A palavra não é estática nem conclusiva: é corpo vivo, atravessado pela filosofia, aberto à experimentação estética e ao risco criativo.
Guiado pelo princípio “Palavra como estado de mudança”, o coletivo promove a escrita como prática viva e compartilhada. Escrever, no In-Verbo, não significa chegar a um produto final, mas habitar um processo. A palavra é gesto em metamorfose, matéria instável, território fértil onde texto, pensamento e imaginação se entrelaçam. Esse entendimento orienta oficinas, encontros formativos, grupos de estudo, publicações coletivas, performances literárias e projetos interdisciplinares, sempre em diálogo com outras linguagens artísticas, filosóficas e tecnológicas.
Com organização horizontal e caráter colaborativo, o In-Verbo estimula a autoria compartilhada, a escuta sensível e a criação em rede. A escrita é compreendida como investigação simbólica e social, um campo onde vozes diversas se encontram, se friccionam e se transformam mutuamente. Cada texto carrega uma singularidade, mas se fortalece ao integrar um corpo maior.
Essa vocação coletiva materializa-se em seu primeiro livro, Fragmentos do Infinito, desenvolvido por meio do método da Tecelagem Textual. Dez textos se entrelaçam sob a pensata Metamorfoses, que orienta e inspira as narrativas. O que um autor inicia, outro desloca. O que parecia encerrado reaparece sob nova forma. Surge, assim, um tecido narrativo onde o singular e o coletivo se fundem, formando uma trama feita de memórias, invenções e sensibilidades.
Mais do que uma publicação, Fragmentos do Infinito é o marco simbólico de uma caminhada. Um livro que afirma que escrever é também tecer, que narrar é partilhar, que toda palavra carrega em si a possibilidade da mudança. Integrado ao ecossistema do Maislab.art, o In-Verbo segue atuando como espaço de formação, criação e difusão da literatura contemporânea, fortalecendo redes culturais e ampliando o acesso à escrita criativa como ferramenta de expressão, reflexão e transformação cultural.
Venha fazer parte do Coletivo In-Verbo
Toda palavra carrega uma possibilidade. Quando encontra outras palavras, outras vozes e outros olhares, ela pode se transformar em conto, poema, memória, personagem, cena ou caminho ainda sem nome.
O Coletivo In-Verbo – Escrita Criativa convida escritores, leitores, artistas, curiosos e pessoas interessadas em experimentar a literatura a participarem de um espaço coletivo de criação, pesquisa e troca.
Aqui, não é necessário chegar com uma obra pronta. Basta trazer o desejo de escrever, imaginar, compartilhar e descobrir novas formas de expressão. O coletivo reúne participantes iniciantes e experientes em atividades de escrita criativa, leituras, exercícios experimentais, construção de narrativas e projetos literários colaborativos.
No In-Verbo, cada voz preserva sua singularidade, mas também se deixa atravessar pelas demais. A autoria deixa de ser uma sala fechada e passa a funcionar como uma casa de muitas portas, onde ideias circulam, textos se encontram e novas possibilidades surgem.
Se existe uma história inquietando você, uma palavra esperando passagem ou apenas a curiosidade de descobrir até onde a escrita pode levar, este convite também é seu.
Entre no verbo. Traga sua voz. Venha escrever com a gente.

Oficina de Escrita Criativa
Você tem uma história para contar? A Oficina de Escrita Criativa é um espaço de encontro, experimentação e desenvolvimento literário para iniciantes, escritores e pessoas apaixonadas por narrativas. Durante os encontros, os participantes exploram técnicas de storytelling, criação de personagens, construção de mundos e diferentes formas de transformar ideias em textos.
Além de desenvolver a própria escrita, os participantes poderão integrar projetos coletivos, participar de processos de publicação e receber um convite especial para conhecer o Coletivo In-Verbo.
Venha descobrir novas maneiras de escrever e transformar suas ideias em histórias.
Método Colaborativo
Tecelagem Textual é um projeto literário coletivo dedicado à criação de textos construídos por muitas vozes. Cada participante acrescenta palavras, imagens, personagens, memórias e caminhos narrativos, formando uma escrita que se transforma a cada nova contribuição.
Como em um tear, ideias distintas são entrelaçadas até comporem uma trama comum. Um fragmento pode continuar, desviar, contradizer ou reinventar o anterior, fazendo do processo criativo um território de encontro, experimentação e surpresa.
Mais do que produzir um texto em grupo, a Tecelagem Textual propõe investigar o que acontece quando a autoria deixa de ser individual e passa a circular. O resultado é uma obra viva, feita de conexões, diferenças e descobertas, na qual cada voz preserva sua singularidade enquanto participa da construção de um universo compartilhado.
Publicação livro Fragmentos do Infinito
Publicação Fragmentos do Infinito
Fragmentos do Infinito nasce do encontro. De vozes que não se sobrepõem, mas se atravessam. De textos que não buscam fechar sentidos, mas abrir frestas. O livro é resultado de um processo coletivo de escrita em que cada fragmento carrega uma singularidade e, ao mesmo tempo, reconhece-se parte de um corpo maior.
A obra foi construída por meio da Tecelagem Textual, um método de criação compartilhada em que o texto passa de mão em mão, de olhar em olhar, transformando-se a cada gesto. Não há um começo rígido nem um fim definitivo. Há continuidade, desvio, eco. O que um autor inicia, outro desloca. O que parecia encerrado reaparece sob outra forma. A escrita deixa de ser propriedade individual e passa a ser território comum.
Os textos reunidos em Fragmentos do Infinito transitam entre o poético, o narrativo e o reflexivo. Memória, sonho, corpo, silêncio e linguagem surgem como matérias em constante mutação. Cada fragmento é autônomo, mas nenhum está só. Juntos, constroem uma narrativa aberta, feita de intervalos, sobreposições e ressonâncias.
Mais do que um livro, Fragmentos do Infinito é o registro de um processo vivo. Um testemunho de que escrever pode ser também escutar, ceder, confiar. Um exercício de escrita como experiência compartilhada, onde o texto não se encerra na página, mas continua no leitor, no tempo e nas leituras futuras.
No livro Fragmentos do Infinito sugere a ideia de que cada história ou texto do livro é apenas uma pequena parte de algo maior, quase ilimitado — o “infinito” simbolizando o universo de experiências, sentimentos e perspectivas humanas.
Quando escolhemos o nome Fragmentos do Infinito, queríamos algo que traduzisse a essência de tudo o que este livro representa: a união de muitas vozes, muitas almas e olhares diferentes que, juntos, formam um mesmo todo. Cada texto aqui é uma pequena parte de algo maior – um pedaço de vida, de sonho, de dor e de amor. Um fragmento do que é ser humano.
Somos diferentes em experiências, estilos e histórias, mas há algo que nos conecta: o desejo de transformar o invisível em palavra. Escrever foi, para cada um de nós, uma forma de respirar fundo, de dar forma ao que o coração sussurra quando o mundo silencia. Foi assim que este livro nasceu – da coragem de compartilhar o que nos habita e, de algum modo, nos torna infinitos.
Entre versos, contos e reflexões, cada fragmento revela uma parte do universo que carregamos por dentro. Há memórias que doem e outras que curam, há encontros e despedidas, há o agora e o eterno. E, ainda que escritos por mãos diferentes, todos os textos se entrelaçam, formando uma constelação de sentimentos que só a escrita é capaz de unir.
Talvez o verdadeiro infinito esteja justamente nisso: em saber que não estamos sozinhos nas nossas emoções. Que o que um sente, o outro entende. Que nossos pedaços se reconheçam.
Fragmentos do Infinito é, portanto, um convite para ler, sentir e se enxergar nas palavras de muitos corações que se encontraram na arte de escrever. Que, ao virar cada página, você sinta essa conexão silenciosa que nos une e perceba que, mesmo em pedaços, todos somos parte do mesmo infinito.
Tecelagem Textual
A Tecelagem Textual é um método de escrita coletiva que compreende o texto como tecido vivo. Parte da imagem do tear: um espaço onde fios distintos não competem entre si, mas se entrelaçam para formar uma trama maior. Cada participante chega com um fio próprio — uma memória, uma imagem, um ritmo, uma voz — e é no encontro entre essas singularidades que a narrativa acontece.
O processo se inicia a partir de uma pensata, uma palavra ou conceito disparador escolhido coletivamente. Essa palavra não funciona como tema fechado, mas como campo de força: algo que atrai, tensiona e desdobra sentidos. A partir dela, surgem múltiplos vetores de escrita, caminhos possíveis que alimentam as narrativas sem aprisioná-las.
Na Tecelagem Textual, a escrita individual é apenas o primeiro gesto. Os textos circulam, são lidos em voz alta, escutados, comentados, reescritos. Cada leitura transforma o texto, cada escuta o desloca. Em determinado momento, os autores passam a escrever sobre textos iniciados por outros, continuando narrativas alheias com cuidado e atenção aos elos já criados. O texto deixa de pertencer a uma única mão e passa a ser atravessado por muitas.
O método não busca uniformidade estilística nem consenso narrativo. Pelo contrário, sustenta a diferença como valor. O que se constrói é uma trama polifônica, onde contrastes, fricções e ressonâncias ampliam a densidade do texto. O singular não se perde no coletivo; ganha espessura ao ser tocado por outras vozes.
A etapa final é de montagem e revisão conjunta, em que se organiza o fluxo da obra, não para fechar sentidos, mas para criar coerência interna e respiração narrativa. O texto resultante é entendido como obra coletiva, mas preserva os rastros de cada gesto individual que o compôs.
Mais do que uma técnica de escrita, a Tecelagem Textual é uma prática de convivência literária. Ensina que escrever é também escutar, ceder, confiar. Que a palavra se transforma quando passa de mão em mão. E que a literatura pode ser um espaço de encontro, onde o texto não é um produto isolado, mas um corpo tecido em comum.
Metodologia
O Ludo dos Escribas é uma metodologia lúdica de ensino, experimentação e desenvolvimento da escrita criativa. Inspirado na dinâmica dos jogos de interpretação, transforma a aprendizagem em uma jornada na qual cada participante assume o papel de escriba, desenvolve atributos, realiza missões, enfrenta desafios narrativos e avança por diferentes níveis de criação.
O percurso está organizado em Nove Cátedras, que representam dimensões complementares da escrita, da arte, da tecnologia e da imaginação.
Cânone investiga as estruturas, técnicas, gêneros e tradições que sustentam a literatura. É o território da forma, da construção narrativa, do repertório e do domínio consciente das ferramentas do escritor.
Fronteira conduz à experimentação e à ruptura. Nela, o escriba atravessa os limites dos gêneros, fragmenta estruturas, cria narrativas ramificadas, combina diferentes suportes e descobre novas maneiras de contar uma história.
Verdade aproxima a escrita da experiência humana. Trabalha memória, observação, pesquisa, testemunho, afetos, conflitos e escuta sensível, reconhecendo que toda narrativa do real é atravessada por perspectivas, lacunas e interpretações.
Mitopoese explora a potência da imaginação, dos símbolos e dos mitos. É o espaço da criação de personagens, criaturas, arquétipos, cosmologias, culturas e mundos possíveis, nos quais cada elemento participa de um sistema narrativo coerente.
Poiesis investiga o ritmo, a sonoridade, a imagem e a sensibilidade da palavra. Nessa Cátedra, escrever também é ouvir, respirar, condensar experiências, organizar silêncios e perceber a força poética da linguagem.
Robótica introduz circuitos, sensores, motores, programação e máquinas como materiais de criação. A escrita transforma-se em instrução, comportamento, interação e narrativa eletrônica, aproximando literatura, arte digital e sistemas responsivos.
Sentimentos e Emoções investiga a vida afetiva em suas dimensões corporais, psicológicas, filosóficas, sociais e artísticas. O participante aprende a reconhecer, diferenciar, elaborar e transformar experiências emocionais em linguagem e criação.
Artifício reúne artes visuais, materiais, objetos, espaços, imagens, sons, códigos e novas mídias. É o território da invenção, no qual técnicas tradicionais e tecnologias contemporâneas se combinam para produzir obras híbridas, instalações e experiências interativas.
Porvir dedica-se à imaginação dos futuros. Por meio da ficção científica, do design fiction, da arte especulativa, da ecologia e da filosofia da tecnologia, o escriba investiga sinais do presente e cria mundos possíveis, desejáveis, ameaçadores ou contraditórios.
Cada Cátedra é organizada em cinco núcleos evolutivos, compostos por exercícios, missões e produtos de criação. Os participantes podem percorrê-las em sequência ou escolher caminhos conforme seus interesses, necessidades e projetos autorais.
Ao atravessar as Nove Cátedras, o participante não busca apenas reunir técnicas, mas construir uma identidade própria como autor, artista e pesquisador. O Ludo dos Escribas transforma a formação em jogo, laboratório e travessia, fazendo da escrita um processo vivo de descoberta, criação, reflexão e mudança.

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